Ehrlichia canis é uma bactéria intracelular Gram-negativa que pertence ao gênero Ehrlichia e é responsável por causar a ehrlichiose canina, uma doença sistêmica que afeta cães e é transmitida principalmente por carrapatos, especialmente do gênero Rhipicephalus. Essa infecção pode resultar em sérios problemas de saúde, que variam de clínicos a laboratoriais, uma vez que afeta o sistema imunológico e hematopoiético do animal. O diagnóstico precoce e a identificação da infecção são essenciais para o tratamento eficaz e a recuperação do animal afetado. Nesse contexto, a sorologia, especialmente a pesquisa de anticorpos IgG, desempenha um papel fundamental na detecção da exposição do cão à bactéria. Os anticorpos IgG são uma classe de imunoglobulinas que indicam resposta imune a infecções passadas e são frequentemente utilizados para confirmar a presença de Ehrlichia canis no organismo do cão, por meio de testes sorológicos. A avaliação correta dos níveis de anticorpos IgG é crucial não apenas para o diagnóstico, mas também para o monitoramento da resposta ao tratamento e prevenção de casos mais severos da doença.
Em caso de aplasia de medula, esse fármaco deve ser evitado. O uso da enrofloxacina foi ineficaz na infecção experimental por E. Alguns indivíduos podem apresentar tosse ou dispneia por edema intersticial ou alveolar secundário a vasculite, hemorragia pulmonar parenquimal ou ainda infecções secundárias decorrentes da neutropenia. Paralelamente, há novos hemoparasitas que acometem os cães no Brasil e que têm sido documentados, que vão além das clássicas erliquiose e babesiose, o que dificulta ainda mais o diagnóstico preciso de algumas enfermidades. Aliado a um bom tratamento de suporte, o veterinário pode administrar diferentes fármacos para combater a erliquiose, principalmente antibióticos, como a doxiciclina. Para além disso, devem ser feitos tratamentos para a sintomatologia associada apresentada. O seu médico veterinário, após fazer um exame físico completo e ouvir toda a história (chamada de anamnese) que você contar para ele, fará exames hematológicos para confirmar.
A R. Vilalli se replica em diversas células sanguíneas e os sintomas da doença incluem febre, anemia, icterícia, trombocitopenia, perda de peso, linfoadenopatia, hepatoesplenomegalia, hemorragias, hematoemese e diarreia sanguinolenta. O Mycoplasma haemocanis pode ser identificado no esfregaço sanguíneo de cães clinicamente doentes (Figura 3) e tende a formar uma cadeia curta, sendo facilmente diferenciado de artefatos e outras alterações morfológicas dos eritrócitos. Entretanto, os hemoplasmas não são visíveis em cães infectados de forma crônica ou assintomáticos. A PCR é o teste de eleição para o diagnóstico de hemoplasmose em cão. A técnica de PCR real time que detecta Hepatozoon sp está disponível em laboratórios de biologia molecular. Embora altamente sensível e específico, resultados falso-negativos podem ocorrer no início de uma infecção ou em cães com doença crônica em que o número de gamontes são extremamente baixos ou ausentes.
A erliquiose é um grupo de doenças transmitidas por carrapatos causadas por uma bactéria intracelular, gram negativa que inclui a Ehrlichia canis (E. canis), Ehrlichia ewingii e a Ehrlichia chaffeensis. Canis é uma das mais importantes hemoparasitoses dos cães domésticos, parasitando células mononucleares, e denominada de erliquiose monocítica canina (EMC). Entretanto, um único título alto diante de um quadro agudo com manifestações clínicas sugestivas e uma apropriada resposta à terapia sugere infecção. Resultados falso-negativos são comuns na fase aguda da doença. A fase aguda é caracterizada por anemia hemolítica, febre, trombocitopenia, esplenomegalia, emese e icterícia (nem sempre presente).
Trombocitopenia leve a moderada é comum devido à vasculite e destruição imunomediada. Anemia não regenerativa de grau leve também pode estar presente. Trombocitopenia é uma alteração laboratorial comum consequente da destruição imunomediada ou consumo em casos de coagulação intravascular disseminada (CID). Anemia discreta arregenerativa é notada nos primeiros dias da infecção podendo evoluir para macrocítica e hipocrômica regenerativa com a evolução da doença. A babesiose pode se manifestar de forma hiperaguda, aguda ou crônica. Os sinais e sinto mas da fase hiperaguda são acidose metabólica, síndrome da resposta inflamatória sistêmica e estase vascular.
Também é importante diferenciar o parasita de inclusões plaquetárias como núcleos remanescentes de megacariócitos ou granulações. A melhora clínica com a doxiciclina é obtida na maioria dos casos, entretanto é difícil garantir a eficácia do tratamento na eliminação da Ehrlichia sp em cães naturalmente infectados, podendo ocorrer recidivas do quadro. Um dos efeitos colaterais mais comuns relacionados ao uso da doxiciclina são os vômitos, que podem ser minimizados ou eliminados fracionando a dose para 5 mg/kg/BID, administrados após o alimento. A RIFI é considerada o teste padrão ouro para o diagnóstico de EMC, já que os anticorpos podem ser detectados entre 7 e 28 dias após o início da infecção. A RIFI fornece títulos quantitativos, ou seja, altos ou baixos positivos.
Aspectos clínicos da ehrlichiose canina
A ehrlichiose canina se manifesta através de uma variedade de sinais clínicos, que podem variar desde febre e letargia até manifestações hemorrágicas e problemas neurológicos. Os sintomas iniciais da infecção geralmente incluem febre, perda de apetite e depressão, seguidos de alterações hematológicas, como trombocitopenia e leucopenia. Em casos avançados ou não tratados, a doença pode levar a complicações graves, como hemorragias e anemia, resultando em um quadro clínico crônico que pode ameaçar a vida do animal.
Sorologia e Anticorpos IgG
A sorologia para Ehrlichia canis é um método laboratorial importante no diagnóstico da doença. O teste para a detecção de anticorpos IgG é sorologia ehrlichia canis , pois esses anticorpos indicam que o cão foi exposto à bactéria em algum momento. O aparecimento de anticorpos IgG pode ser visto geralmente algumas semanas após a infecção, o que torna essa análise efetiva para determinar a presença da doença em estágios sugestivos. O teste é realizado a partir de uma amostra de sangue, e a análise dos resultados deve ser interpretada por veterinários altamente capacitados, levando em conta a história clínica do animal e outros exames laboratoriais complementares.
Importância do diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce da infecção por Ehrlichia canis é vital para o sucesso do tratamento. A detecção de anticorpos IgG permite que os veterinários iniciem o tratamento específico com antibióticos, como a doxiciclina, que é a medicação padrão para combater a infecção. Além disso, a monitorização regular dos níveis de anticorpos pode ajudar a contextualizar a eficácia do tratamento e identificar recorrências ou novas exposições à patologia. O manejo adequado e o acompanhamento clínico podem resultar em uma recuperação completa do animal, evitando complicações graves que podem comprometer a qualidade de vida do pet.
Considerações finais
Em suma, Ehrlichia canis é uma patologia significativa que demanda atenção veterinária cuidadosa. A sorologia para a detecção de anticorpos IgG não apenas auxilia na confirmação do diagnóstico, mas também proporciona insights valiosos sobre a saúde do animal e suas respostas ao tratamento. Ao reconhecer a importância da detecção precoce e da monitorização contínua, é possível garantir o manejo eficaz da ehrlichiose canina e promover a saúde e o bem-estar dos cães afetados por essa infecção.
O Que é a Ehrlichia Canis?
A Ehrlichia canis é um agente patogênico responsável pela ehrlichiose canina, uma doença infecciosa transmitida principalmente por carrapatos. Este microorganismo, uma bactéria do grupo das rickettsias, afeta os cães, levando a diversas complicações de saúde. A infecção pode se manifestar em formas agudas ou crônicas, sendo a detecção precoce essencial para o sucesso do tratamento.
O Papel da Sorologia IGG na Diagnóstica
A sorologia IGG (imunoglobulina G) é um teste que auxilia na detecção de anticorpos contra a Ehrlichia canis no organismo do animal. Quando um cão é exposto à bactéria, seu sistema imunológico começa a produzir anticorpos. O teste IGG identifica se houve uma resposta imunológica, indicando a presença da infecção. Este teste é fundamental para confirmar diagnósticos, especialmente em casos onde os sintomas clínicos podem ser inespecíficos.
Interpretação dos Resultados da Sorologia IGG
Os resultados do teste sorológico podem ser interpretados de três maneiras:

1. **Negativo**: Indica que não há presença de anticorpos, sugerindo que o animal pode não estar infectado. 2. **Positivo**: Aponta a presença de anticorpos, o que pode indicar uma infecção ativa ou uma infecção passada. 3. **Indeterminado**: Resultados que exigem testes adicionais ou reavaliação da situação clínica do animal. A interpretação deve sempre considerar o histórico clínico e a exposição do animal a carrapatos.
Importância do Diagnóstico Precoce
O diagnóstico precoce da ehrlichiose é crucial para evitar complicações sérias, como anemia, problemas hemorrágicos e até a morte do animal. Realizar o teste sorológico IGG ajuda a identificar a infecção em estágios iniciais, permitindo um tratamento mais eficaz. O acompanhamento contínuo e as avaliações regulares são essenciais, especialmente para cães que apresentam risco elevado, como aqueles que vivem em áreas endêmicas.
Tratamento e Manejo da Ehrlichiose Canina
Após o diagnóstico positivo, o tratamento da ehrlichiose frequentemente envolve o uso de antibióticos, como a doxiciclina. Além da medicação, o manejo geral do animal também é importante; isso inclui a redução da exposição a carrapatos, cuidados de saúde preventiva e monitoramento dos sintomas. A recuperação pode levar várias semanas, e é importante seguir as orientações do veterinário para garantir o bem-estar do animal.
Prevenção e Controle de Ehrlichia Canis
A prevenção da ehrlichiose canina é vital para reduzir a incidência da doença. Algumas medidas eficazes incluem o uso de produtos antiparasitários, controle da população de carrapatos e conscientização sobre sinais clínicos. Os tutores devem estar atentos a qualquer mudança de comportamento em seus cães e procurar um veterinário ao notar sintomas suspeitos. Campanhas de vacinação e educação sobre cuidados com os animais também são fundamentais para o controle da doença.
Perspectivas Futuras na Pesquisa Sobre Ehrlichia Canis
A pesquisa sobre Ehrlichia canis continua a evoluir, buscando entender melhor a patogênese e as interações entre a bactéria e o sistema imunológico dos cães. Estudos têm sido conduzidos para desenvolver vacinas mais eficazes e tratamentos inovadores. Além disso, a colaboração entre veterinários e pesquisadores é fundamental para compartilhar informações e estratégias de manejo, impactando positivamente a saúde pública e veterinária.